segunda-feira, 20 de julho de 2009


Primeiro Cavalo

Cerâmica


Acredito que a descoberta de um prazer está quando fazemos algo com tal facilidade e gostamos do processo e principalmente do resultado obtido. Certa vez ouvi que uma obra prima é a melhor peça produzida pelo artísta, quando ele alcança a intenção ou mesmo supera sua proposta inicial. O Primeiro Cavalo foi a confirmação de um caminho que deveria seguir. Não é uma obra prima mas é envolto de um simbolismo especial para mim.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cavalo
Cerâmica/ Fotografia

Reflexões sobre a arte globalizada

Na atualidade a arte parece ser a reflexão sobre a própria arte. Os artistas questionam os seus próprios conceitos, que sustentaram a produção artística até aqui. Nestas buscas, a arte tornou-se uma reflexão sobre o próprio sentido do objeto artístico. A significação da imagem que desponta em cada gesto, cada objeto artístico contribuí para avaliarmos e produzirmos uma idéia....um conceito da arte contemporânea. Podemos inferir que embora as influências locais estejam sempre presentes na arte, e cada vez mais a globalização induz os artistas a perseguirem idéias e estilos inovadores.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Auto retrato
Cerâmica/ Fotografia

O prazer no fazer

O prazer de viver parece estar muito relacionado à fazer o que gostamos, o que estamos vocacionados. Os sábios chineses, por exemplo, já aconselhavam aos homens que buscassem o prazer duradouro e não o efêmero. Essa busca que não se encerra na infância, já que, ao longo da vida, o ser humano passa por várias etapas e momentos, deve ser perseguida de forma constante. Na hora de fazer escolhas, porque somos levados a analisamos as opções a partir de um ponto de vista que tomamos como nosso, mas que, de fato, não é, pertence a toda uma estrutura familiar ou dos amigos. Quando fiz meu primeiro vestibular pensei em ser artista plástico, mas desaconselhado por algumas pessoas com alguns argumentos como "artista plástico não dá camisa a ninguém", ou pior, "artes é coisa para quem não tem o que fazer". Hoje já tenho as "camisas" que queria e busquei aquilo que acreditei estar vocacionado. Essa busca é desafiante e longa demais para quem já está as portas dos 50 anos, mas a realização pessoal e o prazer da busca...... "não tem preço".


domingo, 5 de julho de 2009

Quack
Acrílico sobre papel

A intuição e a Intencionalidade

A intuição é a semente da obra, é a própria obra em estado embrionário e tem uma intencionalidade própria e definidora do processo que resulta na finalização da obra. Ao artista a inspiração age como forma dispersa de opções possíveis, entre os quais se apresenta o amadurecimento do projeto artístico.
A intencionalidade atua na atividade do artista como poder de selecionar a melhor opção a ser executada. Finalizando, verificamos o fascínio da obra de arte que causa a admiração e impressiona pelo resultado e também pelo processo como é realizada.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Casal
Desenho


O Início...

Verificamos uma enorme dificuldade em conceituar a arte, não possuirmos uma definição objetiva e lógica do conceito. Assim, tratamos arte como produções humanas que nos trazem sentimentos e emoções. Existe uma necessidade de rotular os objetos artísticos, apontando se gostamos ou não.


Cavalgada
Cerâmica


terça-feira, 30 de junho de 2009

Família
Cerâmica/ Fotografia


Formação da Obra de Arte

Parenyeion aborda o “formar” como “fazer” inventando o “modo de fazer”.
Salienta que “fazer” assume o sentido de formar quando não se limita a executar algo já idealizado, ou realizar um projeto já estabelecido, mas no próprio curso da intervenção inventa o “como realizar”, e estabelece as regras da obra enquanto a realiza, e concebe executando, e projeta no próprio ato que realiza.
A formatividade é atingida quando a obra resultante não segue regras anteriormente formatadas, ou seja, o sucesso é determinado pela descoberta das regras ao longo do processo.



domingo, 28 de junho de 2009


Peão
Cerâmica/ Fotografia


A Arte e a Vida


Existe uma imensa dificuldade em conceituar a nossa obra, pois são diversas as concepções e influências sofridas ao longo do processo criativo e de amadurecimento do objeto artístico. Apesar de não possuirmos uma definição objetiva e lógica da nossa própria produção, identifico algumas vertentes e manifestações com a qual me identifico. Assim, trato a minha produção como objetos que representam diversos momentos que representam sentimentos traduzidos em objetos artísticos. Desta forma, adoto o título de a arte e a vida.




sábado, 27 de junho de 2009


O Salto
Cerâmica/ Fotografia
A Doma
Cerâmica/ Fotografia


O discurso que move

Toda e qualquer manifestação artística é precedida de uma intenção. Esse objetivo, consciente ou não, é tecido como resposta a um estímulo. Esse estímulo é proveniente das sensações, que são respostas a uma imagem ou a um sentimento.
A obra como a vida no entorno na qual está inserido o artista, não está pronta; apresenta pontos inacabados, imperfeitos, que se refletem no objeto artístico.
A síntese da forma repassa a interpretação do artista. Cada artista tem a sua própria leitura sobre a mesma referência. Como um ator que reinterpreta um personagem e demonstra uma nova forma de apresentar o personagem à platéia. Contextualiza a obra no momento e na experiência do artista. Busca seus próprios parâmetros. A conectividade (relação) do trabalho com o momento do artista.
Talvez alguns questionamentos devam ficar sem resposta. Apropria formulação se encarrega de produzir o gatilho que aciona o processo construtivo do objeto. Identificar os símbolos, os ícones que apontam o vetor da trajetória.
A imersão do autor na obra reproduz o alicerce da obra e seu referencial naquele momento. Momento que não tem a responsabilidade de tempo e espaço, mas da origem do pensamento ou imagem formuladora do ponto inicial da trajetória da criação.
A formulação de idéias, que reconstrói a experiência do artista deve ser apontada ou não. A busca de novos vetores que se opõem as idéias já explicitadas.
Apreciar um objeto artístico requer um treinamento, uma educação específica, que permite o reconhecimento dos símbolos e ícones a serem apreciados. A formulação de Nietzsche é interessante: “Cultura é hábito e prefiro ver na arte algo que contrarie o hábito. Só assim a arte é capaz de romper paradigmas, sem se emaranhar em modismos”. Como a música erudita que para ser apreciada necessita um aprimoramento do ouvido para reconhecer e acostumar com a beleza das suas combinações.
A linguagem da obra jamais deve ser “traduzida” por terceiros, sob pena de termos uma justificativa irreal do objeto.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Por que do ARTfernando?

Avalio que exista uma lacuna gigantesca de espaços para apresentarmos e discutirmos novas manifestações da arte contemporânea. A proposta está longe de ser inovadora, mas imagino que possa contribuir e externar obras e reflexões a respeito do tema.