terça-feira, 30 de junho de 2009

Família
Cerâmica/ Fotografia


Formação da Obra de Arte

Parenyeion aborda o “formar” como “fazer” inventando o “modo de fazer”.
Salienta que “fazer” assume o sentido de formar quando não se limita a executar algo já idealizado, ou realizar um projeto já estabelecido, mas no próprio curso da intervenção inventa o “como realizar”, e estabelece as regras da obra enquanto a realiza, e concebe executando, e projeta no próprio ato que realiza.
A formatividade é atingida quando a obra resultante não segue regras anteriormente formatadas, ou seja, o sucesso é determinado pela descoberta das regras ao longo do processo.



domingo, 28 de junho de 2009


Peão
Cerâmica/ Fotografia


A Arte e a Vida


Existe uma imensa dificuldade em conceituar a nossa obra, pois são diversas as concepções e influências sofridas ao longo do processo criativo e de amadurecimento do objeto artístico. Apesar de não possuirmos uma definição objetiva e lógica da nossa própria produção, identifico algumas vertentes e manifestações com a qual me identifico. Assim, trato a minha produção como objetos que representam diversos momentos que representam sentimentos traduzidos em objetos artísticos. Desta forma, adoto o título de a arte e a vida.




sábado, 27 de junho de 2009


O Salto
Cerâmica/ Fotografia
A Doma
Cerâmica/ Fotografia


O discurso que move

Toda e qualquer manifestação artística é precedida de uma intenção. Esse objetivo, consciente ou não, é tecido como resposta a um estímulo. Esse estímulo é proveniente das sensações, que são respostas a uma imagem ou a um sentimento.
A obra como a vida no entorno na qual está inserido o artista, não está pronta; apresenta pontos inacabados, imperfeitos, que se refletem no objeto artístico.
A síntese da forma repassa a interpretação do artista. Cada artista tem a sua própria leitura sobre a mesma referência. Como um ator que reinterpreta um personagem e demonstra uma nova forma de apresentar o personagem à platéia. Contextualiza a obra no momento e na experiência do artista. Busca seus próprios parâmetros. A conectividade (relação) do trabalho com o momento do artista.
Talvez alguns questionamentos devam ficar sem resposta. Apropria formulação se encarrega de produzir o gatilho que aciona o processo construtivo do objeto. Identificar os símbolos, os ícones que apontam o vetor da trajetória.
A imersão do autor na obra reproduz o alicerce da obra e seu referencial naquele momento. Momento que não tem a responsabilidade de tempo e espaço, mas da origem do pensamento ou imagem formuladora do ponto inicial da trajetória da criação.
A formulação de idéias, que reconstrói a experiência do artista deve ser apontada ou não. A busca de novos vetores que se opõem as idéias já explicitadas.
Apreciar um objeto artístico requer um treinamento, uma educação específica, que permite o reconhecimento dos símbolos e ícones a serem apreciados. A formulação de Nietzsche é interessante: “Cultura é hábito e prefiro ver na arte algo que contrarie o hábito. Só assim a arte é capaz de romper paradigmas, sem se emaranhar em modismos”. Como a música erudita que para ser apreciada necessita um aprimoramento do ouvido para reconhecer e acostumar com a beleza das suas combinações.
A linguagem da obra jamais deve ser “traduzida” por terceiros, sob pena de termos uma justificativa irreal do objeto.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Por que do ARTfernando?

Avalio que exista uma lacuna gigantesca de espaços para apresentarmos e discutirmos novas manifestações da arte contemporânea. A proposta está longe de ser inovadora, mas imagino que possa contribuir e externar obras e reflexões a respeito do tema.